"A árvore já é uma imagem do mundo" é uma frase de Gilles Deleuze e Félix Guattaari que tomei emprestado para elaborar esta exposição. A meu ver, a exposição alcança, com suas proposições, uma atitude tão importante quanto um replantio em termos conceituais, uma celebração de pequenas partes da natureza onde a árvore encontra um acolhimento.
Repensar aspectos como germinação, subjetividade, crescimento e multiplicidade são propostas que surgem por meio de micro-comunicações, mostrando aquilo que advém dos seres vivos. Os trabalhos expostos são percebidos quando os caminhos “arborescentes” de nossas vidas nos apontam para uma ação, digamos, ecológica, sustentada por outros pequenos signos expostos, tentando captar suas interações, produzindo, assim, um “rizoma” variado de entrelaçamentos. Os recursos composicionais vão crescendo, se processando, buscando
direções (como as plantas em busca da luz), preenchendo o ambiente de significações. Esses elementos da natureza são também conceituais. Discute-se o visível e o invisível, vida e morte, situando o tempo predominante – são os trabalhos que contém plantas-símbolos – motivações essas idealizadas através de materiais realçados para falar de esperança.
sua real importância na atualidade e, sim, mostrar a energia, o percurso de uma direção, para tentar realizar deslocamentos dos organismos vivos.
Anéis de ouro, plantas, diamantes, caules, raios de sol, tijolos, lápis crayon são signos que criam vínculo, aproximando o espectador da árvore como imagem do mundo, sugerindo novas possibilidades de vida que se aglutinam, manifestando elementos de ligação, nos quais se apresenta o caráter subjetivo da exposição para formatar a obra.
Willyams Martins

Caminhos da Árvore
dimensões variadas
areia, sementes, adubo, plantas, relógio
2009

Super Interessante !!! CrIaTiViDaDe mis...
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